12 de abril de 2019

Famílias agricultoras de Juazeirinho realizam atividade de reflexão sobre transgenia e iniciam processo de formação para a 8ª Festa Estadual das Sementes da Paixão


A comissão municipal de Juazeirinho-PB, se reuniu na última quarta-feira (10), pela manhã, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) para um momento de formação. O tema trabalhado foi a questão das Sementes da Paixão, trazendo para o debate: Missões das Sementes realizadas no território, gestão dos Bancos Comunitários de Sementes (BSC) e com muita ênfase, a questão da transgenia. Cerca de 15 agriculturas e agricultores, jovens e adultos contribuíram com esse momento.

A atividade foi conduzida pelo Coletivo Regional das Organizações da Agricultura Familiar e pela entidade de Assessoria Patac. Os participantes foram divididos em grupos de trabalho para destacar ‘Avanços’ e ‘Desafios’ das Sementes Crioulas no território do Cariri, Seridó e Curimatau. 


Como avanços os grupos indicaram: Fundos Rotativos Solidários (FRS), reflorestamento da Caatinga, trocas solidárias através dos mutirões, diversificação dos plantios e estoques dos bancos de sementes, valorização das sementes animais, considerando-as Sementes da Paixão e o fortalecimento dos Bancos de Sementes a partir da execução do Projeto Sementes do Semiárido.

Como desafios apareceram as seguintes questões: Ameaça dos transgênicos, falta de compromisso de algumas pessoas com a causa, compra de sementes com desconhecimento da sua origem, falta de preocupação com o solo e o uso de veneno nas lavouras.

O momento seguinte teve a exibição do Vídeo “Não Planto Transgênicos para não Apagar minha História” e em seguida, foi realizado um debate sobre a contaminação crescente no território. Nesse sentido foram tirados alguns encaminhamentos de como  se pode criar barreiras de proteção para impedir que a contaminação avance, como por exemplo: Fortalecer as cercas vivas dos agroecossistemas; reservar cópias de segurança das sementes livres da transgenia; não comprar sementes no mercado; evitar plantar milho em divisa de roçados ou perto de estradas; não produzir alimentos com as sementes que foram contaminadas e realizar reuniões comunitárias para debater essa temática do avanço dos transgênicos.

Esse encontro também já faz parte do processo preparatório da 8ª Festa Estadual das Sementes da Paixão, que se realizará de 5 a 7 de junho, na cidade de Soledade -PB, onde todas as comunidades do Coletivo deverão participar deste momento de celebração e resistência em defesa das Sementes Crioulas. Cada liderança presente se comprometeu em animar o processo preparatório da 8ª FESP com as demais pessoas das comunidades. 
A preservação das Sementes livres de transgênicos está Intrinsecamente ligada a ‘Segurança e a Soberania Alimentar e Nutricional’ das famílias agricultoras, mas também de toda a população, rural e urbana.

27 de março de 2019

Comunidades de Boa Vista realizam formação para lideranças jovens


Nesta quarta-feira, dia 27, realizou-se no município de Boa vista-PB, um encontro para a Juventude Camponesa das comunidades Santa Rosa e Malhadinha, que fazem parte do território do Coletivo Regional das Organizações da Agricultura Familiar.

Um dos objetivos da atividade foi apresentação e divulgação das ações da comissão de Juventude Camponesa do Coletivo, mas também a valorização das descobertas locais de lideranças juvenis no campo da agricultura familiar de base Agroecológica. Além disso, o momento também foi de trocas de conhecimentos e experiências entre os participantes.

Dentre os encaminhamentos do encontro, podemos destacar a afirmação da representatividade do município de Boa Vista na Comissão de Juventude Territorial, onde foram definidos nomes de jovens do município para fazer parte dessa comissão, as pessoas indicadas participarão pela primeira vez, nesta quinta (28), da reunião que acontecerá em Soledade PB.

É importante dizer que a Comissão de Juventude do Coletivo é composta por jovens agricultores/as e lideranças de comunidades que são acompanhadas pela entidade de assessoria à Agricultura Familiar - Patac.

Algumas falas trazidas pelos jovens descreve o Semiárido paraibano como um lugar de encantos. “A resistência das famílias, o sossego de viver no sítio, a diversidade existente de plantas e animais, torna esse lugar muito especial e bom de se viver”.  

O momento também foi estimulado por atividades educomunicativas de integração, ludicidade e participação.

21 de março de 2019

Mais de 230 mulheres dos territórios de atuação do Coletivo, do Casaco e do Patac participaram da X Marcha “Pela Vida das Mulheres pela Agroecologia”


O Coletivo das Organizações da Agricultura Familiar, O Coletivo Asa Cariri Oriental - Casaco e a entidade de assessoria Patac, mobilizou mais de 230 mulheres, vindas de diversas partes dos Cariris paraibano (Oriental e Ocidental) para participarem da X Marcha “Pela Vida das Mulheres pela Agroecologia”, realizada em Remígio - PB.

A Marcha é um evento organizado e realizado pelo Polo Sindical da Borborema, e todos os anos consegue levar paras às ruas mais de 5 mil pessoas. O principal objetivo é dar visibilidade ao papel das mulheres camponesas na construção da agricultura familiar agroecológica e denunciar todas as formas de violência contra a mulher.

Esse ano, a atividade aconteceu no dia 14 de março, dia do aniversário de morte da vereadora do Rio Janeiro, Marielle Franco, e trouxe para o debate os altos índices de assassinatos de mulheres negras e pobres, crimes também motivados pelo racismo.

O lema “Pela Vida das Mulheres pela Agroecologia” tem o sentido de expressar que a consolidação da agroecologia se faz considerando e dando visibilidade ao papel das agricultoras camponesas, porém não é só isso, é fundamental atuar na perspectiva da divisão justa do trabalho doméstico e do cuidado, bem como combater e denunciar as diversas formas de violência contra as mulheres.

A mobilização das mulheres também contou com a parceria do Procase, Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola – FIDA e a entidade de cooperação internacional Misereor.

8 de março de 2019

8 de março: Mulheres Camponesas e Agroecologia ‘O Esperançar por um Semiárido mais justo’



Na última sexta-feira (08), cerca de 100 agricultoras e agricultores familiares dos 12 municípios da Paraíba que constituem do território do Coletivo Regional das Organizações da Agricultura Familiar, além de técnicas e técnicos da Entidade de Assessoria - Patac, se reuniram em Soledade para um encontro de formação. O evento ocorreu pela manhã, em ocasião do ‘08 de março (8M) Dia Internacional da Mulher’, no qual os/as participantes refletiram sobre o marco histórico que esse dia representa para a luta das mulheres, no campo e na cidade e a partir disso, celebraram as lutas e resistência das mulheres camponesas.


Um momento inicial trouxe a memória das mulheres que morreram durante à luta por igualdade de gênero e também pela justa divisão sexual do trabalho.  Um vídeo foi exibido explicando as razões pelas quais o 8M não pode ser um dia apenas de homenagens, mas precisa trazer para o centro das discussões as questões ainda não superadas entre homens e mulheres, tanto no universo do trabalho, como nas relações afetivas, o que tem gerado os altos índices de violência contra à mulher, culminando em assassinatos (Feminicídios) , tanto por seus companheiros quanto por outras questões desencadeadas pelo machismo. 

Para a Glória Araújo, coordenadora do Patac e membro da Coordenação Executiva da Asa Paraíba e da Asa Brasil, “a consolidação da agroecologia se faz considerando e dando visibilidade ao papel das agricultoras camponesas, porém não é só isso, é fundamental atuar na perspectiva da divisão justa do trabalho doméstico e do cuidado, bem como combater e denunciar as diversas formas de violência contra as mulheres. Quanto mais se debate sobre a importância do trabalho das mulheres e o combate à violência, mais estamos caminhando para a superação das desigualdades e consequentemente para o fim da violência, fazendo assim avançar a agroecologia com justiça social."  

Foram debatidas as diversas formas de violência contra as mulheres, desde a violência doméstica até às práticas de opressão que ocorrem todos os dias. As próprias mulheres expuseram seus dilemas e conflitos, bem como as superações obtidas ao longo de suas trajetórias de vida, desde a infância até a idade adulta, quando essa violência se apresenta dentro de casa e fora dela. 

A liderança Cássia Cardoso, de Juazeirinho, destacou que os processos mobilizadores dos programas de acesso água, são exemplos de organização das mulheres como alternativa para fortalecimento da defesa dos direitos femininos. “Essas alternativas vêm desde os cursos, quando tratamos sobre as questões de gênero nos Gestão de Recursos Hídricos (GRH) e Gestão da Agua para Produção de Alimentos (GAPAS). A agricultora ainda destacou que ela própria é fruto do trabalho que vem sendo feito em defesa da importância das mulheres e a convivência com o Semiárido.

Betânia Buriti, agricultora que faz parte da coordenação do Coletivo, destacou  que o território tem ampliando espaços de discussões quem vem fortalecendo o trabalho das mulheres e o enfrentamento da violência, ela citou a formação de um  grupo de animação dos temas relacionados as mulheres, e reforçou que a construção desse espaço vem sendo fortalecido a cada ano e que essas ações vem acontecendo de forma a ajudar essas mulheres a identificarem suas histórias e a buscarem alternativas entre elas mesmas, através da escuta, do fortalecimento de ações que possibilitem autonomia e no  encaminhamento aos serviços especializados de assistência à mulher.
 
Ela ainda fez o lançamento do Calendário Anual 2019 do Coletivo e do Patac, que traz como tema “Mulheres Camponesas e Agroecologia: ‘O Esperançar por um Semiárido mais Justo’ que tem um importante papel na estratégia de comunicação dessas organizações, trazendo para o centro do debate político as mulheres camponesas deste território de atuação da Articulação do Semiárido.

Na ocasião também foi lançada a 10ª Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia, do Polo Sindical da Borborema,  para o público daquele território, onde a jovem Petrucia Nunes, também da Coordenação do Coletivo, explicou os motivos pelos quais a Marcha é importante para agricultoras e agricultores, dizendo que a atividade, tem o duplo objetivo de dar visibilidade ao papel das mulheres camponesas na construção da agricultura familiar agroecológica e de denunciar todas as formas de violência contra a mulher.

Na edição de 2019 a Marcha acontece na cidade de Remígio – PB e esse ano, traz o enfoque das mulheres negras. O evento acontece no dia 14 de março, data do assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido no ano passado (2018). Um crime que até hoje não foi esclarecido.



8 de abril de 2016

Análise de Conjuntura com Professor Jonas Duarte reúne agricultores do Semiárido Paraibano


“Tudo vem da terra. Qual a função do agricultor? Cultivar a terra. Eles são a alma do planeta”. Foi com esse discurso que o professor Jonas Duarte, do Departamento de História da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), iniciou sua fala, durante o encontro para análise de conjuntura política do Coletivo Regional, ocorrido nesta quarta-feira (06), na câmara municipal da cidade de Soledade, no cariri Paraibano.

Na sua fala, o Prof. Jonas afirmou sobre a desinformação fomentada pela academia sobre as tecnologias do campo que na grande maioria das vezes a universidade e os financiadores bancários, orientam ações equivocadas para os pequenos camponeses, em função exclusivamente do lucro, e em benefício dos interesses do agronegócio. 

Durante cerca de 2 horas cerca de 50 pessoas participaram de uma análise sobre a situação política atual do Brasil. Através de um resgate resumido da história do país, desde a sua colonização, os participantes puderam perceber resquícios de uma história de exploração do trabalho escravo e dos recursos naturais do território brasileiro, que continua se mantendo e se reproduzindo através de diversas roupagens, até os dias de hoje. Favorecendo exclusivamente o desenvolvimento do sistema capitalista nos países da Europa e da América do Norte. 

Com isso, Jonas afirma que o Brasil é um pais que se estruturou através de uma sociedade de super exploração da força de trabalho. Todas as movimentações que aconteceram, durante esse tempo, com o objetivo de mudar essa realidade, foram abortadas, a exemplo de 1964 a 1975, período da ditadura militar no país. 

Nesse diálogo o Prof. Jonas explicou de forma simples e didática o que significa o termo tão falado nos noticiários da mídia nesses últimos tempos, a chamada “Pedalada fiscal”, e por qual motivo isso não justifica a solicitação de impeachment da presidente Dilma. 

Essa não é a primeira vez que um governo pensa e agi a favor da classe trabalhadora. Durante o governo de Getúlio Vargas, algumas ações, que não eram socialistas, mas traziam alguns benefícios aos trabalhadores e favoreciam o desenvolvimento do sistema capitalista interno, foi rejeitado pelo capital estrangeiro (que domina até hoje o país), e assim foi retirado (a força) do governo. 

Os participantes interagiram com o debate demonstrando indignação com a atuação situação do país e criticando a forma como a mídia tem manipulado a opinião das pessoas sobre esse debate. 

“Nossa luta é tanto fora, quanto dentro de casa. Nossos familiares muitas vezes não têm compreensão sobre esse debate e isso gera dificuldade de dialogar. Precisamos dialogar e ter compreensão do que está acontecendo, ter elementos para fazer esse debate. Temos que ter o olhar crítico e perceber que os jornalistas estão defendendo os interesses de quem está financiando as empresa onde eles trabalham”, afirmou Alidiane, jovem agricultora da região do Cariri.

Como no período que antecedeu o golpe de 64, existe uma forte atuação da mídia burguesa no sentido de ter o apoio do povo nas manobras golpistas que estão sendo efetivadas. Toda essa movimentação pelo Golpe é um atentado a democracia. Por isso a necessidade de informar a população em geral o que realmente está acontecendo na política do país atualmente.

No período da tarde os participantes assistiram ao vídeo Levante sua Voz e ainda participaram de outro momento de discussão sobre o papel das oligarquias midiáticas e ações que obstruem direitos fundamentais presentes em nossa constituição desde a colonização desse país.

Famílias agricultoras de Juazeirinho realizam atividade de reflexão sobre transgenia e iniciam processo de formação para a 8ª Festa Estadual das Sementes da Paixão

A comissão municipal de Juazeirinho-PB, se reuniu na última quarta-feira (10), pela manhã, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (...