13 de novembro de 2015

Asa participa de solenidade de transmissão de cargo da diretoria do Insa

Em solenidade bastante prestigiada na tarde desta quinta-feira, 12, aconteceu a transmissão de cargo de diretor do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), em Campina Grande, Paraíba. O evento realizou-se no auditório da sede do órgão e reuniu os movimentos sociais, representantes dos governos estadual e federal e organizações ligadas ao Semiárido.

Na ocasião o engenheiro agrícola, pesquisador e professor, Salomão Medeiros, recebeu do professor Ignácio Hernán Salcedo, antigo diretor, as boas vindas para assumir a gestão administrativa e política do órgão.

A Articulação do Semiárido Paraibano (Asa PB) foi representada pela coordenadora, Glória Araújo, que também é membro da coordenação executiva da Articulação Semiárido Brasileiro (Asa Brasil).
Em sua fala, Glória ressaltou a importância da união de forças entre os povos, a academia  e demais instituições para a transformação do Semiárido. Ela disse que a simplicidade e sensibilidade do antigo diretor (Salcedo) fez a diferença na gestão do Insa nos últimos quatro anos. “A sua história sempre foi baseada pelo diálogo e nada é mais importante para construção do conhecimento do que o diálogo entre os saberes populares e o conhecimento científico na perspectiva do conhecimento do nosso Semiárido”.

Sobre as transformações desejadas para o Semiárido, a representante das Asa’s disse que não se chega a nenhuma conquista se não se fizer uma aliança entre as organizações da sociedade, a luta dos povos e a academia.

Sobre o momento político, os ajustes fiscais e a especulação de que o Insa possa se transforma em coordenadoria de biomas, ela disse que é preciso se fazer uma reflexão sobre a trajetória do Insa nesses quatros anos.

“O Insa tem vida e já é um patrimônio do Semiárido brasileiro e nós vamos lutar por ele com muita força, por que aqui não só se produz ciência viva, aqui se produz ciência da vida, ciência que respeita a natureza, que está em harmonia com as pessoas que aqui moram e vivem camponesas e camponeses. O Semiárido não é só bioma, aqui moram pessoas no campo e na cidade, o Estado brasileiro tem uma dívida com esse povo. Como é que um ajuste fiscal vai tirar de onde já se tem uma dívida,  tem que tirar das grandes fortunas. Nos últimos 12 anos muita coisa evoluiu no Semiárido brasileiro, foi um das regiões que mais evoluiu nesse país é por isso que nossa luta não pode parar”, disse Glória.


Finalizando saudou novo diretor e ressaltou que a gestão de Salomão é fruto de muitas lutas, de pessoas e organizações que estão na perspectiva de construir um país melhor  “você nos representa e nós vamos lutar juntos para que o Insa não pare aqui”. 

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