10 de março de 2011

ENTIDADES DE CAMPINA GRANDE COMEMORAM DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Campina Grande, 10 de março de 2011.

Um grupo de entidades, movimentos sociais, sindicais e estudantis de Campina Grande se uniu para celebrar na próxima terça-feira, 15 de março, o Dia Internacional da Mulher, transcorrido na terça-feira, feriado de Carnaval. A data vai ser comemorada na cidade com o Debate “Mulheres do Campo e da Cidade na Luta por Direitos e Igualdade” realizado à partir das 13h30, no auditório da Faculdade de Administração da UEPB, localizado à Rua Getúlio Vargas, 44, Centro. O evento terá como debatedoras Idalina Santiago, professora e pesquisadora do Grupo de Estudos de Gênero Flor e Flor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), falando sobre a conjuntura dos direitos das mulheres no cenário urbano e Maria Leonia dos Santos do Pólo Sindical da Borborema e da Articulação do Semi-Árido ASA sobre a conjuntura no meio rural.

A programação da tarde será aberta com uma apresentação de Teatro do Oprimido, onde se discutirá os principais problemas que as mulheres enfrentam hoje em dia e serão discutidas soluções com a ajuda dos/as expectadores/as. A entrada no evento é totalmente gratuita e aberta a qualquer pessoa interessada, estão sendo convidadas entidades representativas da sociedade civil organizada de Campina Grande.

Batucada e panfletagem

Após o debate, às 16h30 as/os participantes irão realizar uma batucada e panfletagem na Praça da Bandeira e sinais de trânsito próximos, distribuindo materiais informativos sobre a temática e chamando a atenção da população que passa pelo local para os graves problemas enfrentados pelas mulheres atualmente.

Entre as entidades que promovem o evento estão: Articulação do Semi-Árido da Paraíba (ASA-PB), Associação dos Docentes da UFCG (ADUFCG), Associação de Juventude pelo Resgate da Cultura e Cidadania (AJURCC), Associação das Trabalhadoras Domésticas de Campina Grande, Central Sindical e Popular (Conlutas), Centro da Mulher 08 de março, Centro Acadêmico de Serviço Social 08 de Março (UEPB), Centro de Ação Cultural (CENTRAC), Clube de Mães de Belo Monte, Consulta Popular, Grupo de Estudos de Gênero Flor e Flor da UEPB, Diretório Central dos Estudantes da UEPB, Diretório Central dos Estudantes da UFCG, Heifer Internacional, Marcha Mundial das Mulheres, Ong Menina Feliz, SINTAB e Via Campesina.

Marcha

Ainda dentro das comemorações alusivas ao Dia Internacional da Mulher na próxima sexta-feira, dia 18 de março, acontecerá na cidade de Queimadas, a 2ª Marcha pela Vida das Mulheres e Agroecologia promovida pelo Pólo Sindical da Borborema e pela Ong Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA), com o apoio da Articulação do Semi-Árido da Paraíba (ASA-PB). O evento terá concentração no centro da cidade a partir das 9h, com uma Peça de Teatro sobre os problemas enfrentados pelas mulheres e as prováveis soluções, em seguida a Marcha, seguirá pelas ruas centrais de Queimadas. O evento espera reunir cerca de 1.500 mulheres dos 16 municípios em que o Pólo Sindical da Borborema atua e de todas as demais regiões do Estado.A Marcha faz parte de uma série de eventos como seminários e encontros preparatórios que vem acontecendo dentro das comemorações do mês da mulher na região.

Dados

·         53 mulheres foram assassinadas na Paraíba de janeiro a dezembro de 2010;
·         A cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas violentamente no Brasil;
·         7,2 milhões de mulheres com mais de 15 anos já sofreram agressões no país;
·         51,2% das mulheres estão no trabalho informal (contra 46,8% dos homens);
·         11,6% das mulheres ocupadas com 16 anos ou mais não tem rendimento;
·         As mulheres são maioria entre os desempregados (56,4%); são minoria com carteira assinada (33,58%); são minoria no trabalho formal (25,8%); e recebem em média 29,7% menos que os homens;
·         Um dos maiores percentuais da força de trabalho feminina se concentra no trabalho doméstico remunerado: 15,8% do total de mulheres ocupadas. Destas, 80% são negras.
·         Na América Latina e Caribe, as mulheres são responsáveis por 45% da produção de alimentos. 
·         As mulheres estão entre a parcela da população que mais estão sujeitas a pobreza, fome e desnutrição no mundo.
·         No Brasil, as mulheres representam 47,8% da população residente no meio rural, somente 16% são titulares das terras onde moram.
·         Poucas mulheres conseguem acessar o crédito rural, a exemplo do Pronaf Mulher que em 2010 não foi acessado por nenhuma mulher na PB.
·         A taxa de analfabetismo feminino, em 2006, na zona rural era de 22,2.

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