22 de dezembro de 2010

Depoimentos de Integrantes do Coletivo Regional

Vitória
Eu sou Vitória Medeiros moro na comunidade Coalhada de Cubati – Eu comecei em 2003, o coletivo é mais novo, mas os trabalhos mesmo, começou lá em 2003, com construção de cisterna. As coisas melhorou muito, porque antes agente via os umbus se perder, caju, e agora não, agente tem um grupo de mulheres que trabalha com beneficiamento de poupas. Agente aproveita umbu, caju, acerola, goiaba, maracujá, o que agente tem lá.
Agente aproveita as frutas fazendo poupas e doces, agente consome e também vende. Agente vende na Bodega Agroecológica em Soledade e também vende para o PAA e o PNAE, e na comunidade também, aparece gente e compra também na comunidade. O recurso dessa venda tá contribuindo muito porque antigamente agente num pegava num centavo, de vez em quando agente tá pegando num realzinho, que serve pra comprar uma roupa pra uma filha que eu tenho, pra um filho, e as demais também, pra elas também se mantêrem.
Agente participa do grupo de mulheres, que tem 07 mulheres, só que agente trabalha na cozinha de uma pessoa, porque agente num tem o local pra trabalhar, mas um dia agente consegue. Depois que agente conseguir o local de trabalhar, aí num vai ser mais 07 mulheres, vai ser doze mulheres, que já tem umas na lista que tão esperando é só ter o local.
Antes só era eu e Dôra, que participava e depois do grupo elas já tão participando de umas reuniões fora. Tão começando, vai chegar o dia delas participar junto comigo e Dôra diretamente, do jeito que agente vem pra todos os encontros.
No no município de Cubati tem mais de quinhentas cisternas já construídas, depois que agente estamos com o Coletivo.
Eu participo das ações do coletivo, mas também lá eu sou vice-presidente da associação e trabalho em tudo que tem na igreja.  Agora eu to sendo a cantora (risos) E agora também já to fazendo parte do conselho da escola. Aí eu fui participei da reunião representando a comunidade e também já no Fórum do Cariri e também do Seridó. A minha participação no coletivo, nas discussões sobre gênero teve importância para essa minha mudança, e outra coisa: "eu faço com amor". Eu me sinto alegre e na mesma hora eu sinto uma tristeza quando eu convido outras pessoas que não participa, mas que eu faço com amor e alegria, eu faço na comunidade. As vezes quero desistir por uma pessoa, mas ali eu já levanto minha cabeça e já sigo em frente.

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